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Postado em 17 de Setembro de 2018 às 08h29

Workshop sobre o papel da associação de classe na inovação encerra a Mercoagro On Business

  • Mercoagro – Edição 2018 -

Presidente da Deatec, André Telöcken, explanou sobre o tema no evento, iniciativa conjunta da ACIC e do BRDE

A tecnologia e a inovação estiveram presentes na Mercoagro (Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne) em todos os estandes e eventos científicos, sendo um dos principais pilares da feira. Para trazer informações aos expositores e visitantes sobre como impulsionar o setor de tecnologia, o presidente da Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec), André Telöcken, palestrou, nesta sexta-feira (14), sobre o tema “O papel da associação de classe na inovação” durante a programação da Mercoagro On Business, iniciativa conjunta do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC).

Com faturamento estimado de R$ 11,4 bilhões, o setor tecnológico de Santa Catarina já representa aproximadamente 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. São 2,9 mil empresas de tecnologia da informação (TI), com cerca de 5,3 mil sócios empreendedores e mais de 47 mil funcionários, conforme pesquisa desenvolvida pela Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) em parceria com a Neoway. No ranking de crescimento por regiões catarinenses, o Oeste foi a segunda que mais cresceu (9,6%), atrás somente da região Serrana (11,7%).

Telöcken ressaltou a expansão do setor no Oeste. O segmento movimenta universidades, empresas e o empreendedorismo com a criação de diversas startups. “Chapecó é um dos principais polos de empresas de tecnologia do Estado e é reconhecida como um dos maiores polos do Brasil de startups por média populacional”. Ele enfatizou que o segmento possui empresas que comercializam produtos em todo o País, além de exportar, trazendo riqueza e contribuindo para o desenvolvimento do município.

De acordo com o dirigente, o papel de associações de classe, a exemplo da Deatec, nesse processo, é facilitar o acesso a uma rede de recursos que de forma isolada o micro e pequeno empresário teria dificuldades. Além disso, as parcerias firmadas entre entidades contribuem para encurtar caminhos. “Um exemplo é o acesso a fontes de financiamentos que costuma ser mais ágil quando os projetos são encaminhados por uma entidade”.

Fortalecer o desenvolvimento do ecossistema de tecnologia e inovação do grande Oeste catarinense é um dos objetivos da Deatec. Para isso, além do apoio aos associados, mantém parceria com diversas instituições e entidades ligadas ao setor. De acordo com o presidente, a cooperação entre as empresas e entidades é uma maneira de torná-las mais competitivas. “Por meio de parcerias, é possível fortalecer o poder de compras, compartilhar recursos, combinar competências, realizar pesquisas, entre outras vantagens”.

A Deatec mantém forte parceria com o poder público municipal, entidades empresariais, universidades, iniciativa privada e outras entidades organizadas. “A Associação tem exercido um papel fundamental para o desenvolvimento do ecossistema inovador no Oeste, atuando, desde sua fundação, para fomentar a ampliação de novos negócios e de inovação. A harmonia entre o poder público, as universidades e as empresas, a chamada tríplice hélice, é fundamental. Para isso, contamos com apoio de empreendedores e entidades que acreditam no associativismo”, salienta Telöcken.

Criada em 2005, a Deatec possui abrangência territorial representativa para o segmento de tecnologia nos municípios que compõem o oeste e extremo oeste catarinense, além do Paraná e Rio Grande do Sul. É referência regional na representação do setor de tecnologia e inovação perante universidades, poder público, iniciativa privada e outras entidades organizadas. De acordo com Telöcken, a estimativa para 2018 é encerrar o ano com 120 empresas associadas à entidade, com 2,2 mil colaboradores e faturamento de R$ 110 milhões.

O gerente do BRDE para a região Oeste, Paulo Antoniollo, comentou que o evento fez valer a missão do BRDE que é ir além do apoio creditício, mas também proporcionar subsídios institucionais e tecnológicos aos empreendedores da região onde atua. “Isso foi proporcionado com a palestra do coordenador do Observatório da FIESC, Sidnei Manoel Rodrigues. Além disso, a Mercoagro On Business trouxe conhecimento de tendências do mercado como também de alternativas de financiamento para inovação com condições diferenciadas de juros e prazos nas palestras do gerente regional da Finep, João Florêncio da Silva, e do superintendente da Agência BRDE SC, Nelson Ronnie dos Santos, e os diferenciais e ganhos que o associativismo proporciona, potencializando os negócios, com a palestra do presidente da Deatec, André Telöcken”.

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