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Postado em 05 de Abril de 2018 às 11h22

Tarifas da China aos EUA podem elevar protecionismo

  • Mercoagro – Edição 2018 -

O ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da
Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues, mostrou preocupação com a aplicação por parte da China de tarifas à importação de vários produtos norte-americanos. O país asiático tomou essa medida como retaliação à sobretaxa imposta pelos EUA ao aço e alumínio chineses.
Para Rodrigues, a nova onda de protecionismo pode prejudicar o comércio global. "Acho que a grande questão nesse assunto é qual é o reflexo desse processo todo em relação ao comércio mundial. O medo que eu tenho é de que haja um efeito dominó e que outros países ou grupos de países, como a União Europeia, por exemplo, passem a criar também algum tipo de tarifa ou que isso provoque um recrudescimento do protecionismo global", disse. Segundo ele, a retaliação chinesa aos EUA em uma série de produtos "representa uma reação protecionista que desperta preocupação".

O Ministério de Finanças da China disse que as novas tarifas entram em vigor nesta
segunda-feira (2/4). O anúncio ocorre após semanas de ameaças chinesas, em meio à escalada das tensões comerciais entre EUA e China. Especificamente sobre a tarifa imposta pelos chineses à carne suína norte-americana, ele assinalou que o Brasil pode se beneficiar no curto prazo, mas que um maior protecionismo global seria prejudicial às exportações brasileiras mais adiante. "Eu acho que no curto prazo nós temos algumas vantagens aparentes." Rodrigues citou não só a carne suína, incluída de fato na lista de produtos sobretaxados, mas também a soja e o milho, que não sofreram sobretaxa mas vêm sendo apontados como possíveis alvos. "Temos um potencial de curto prazo favorável. O quanto dura esse prazo é a incógnita por causa da reação do resto do mundo em relação a esse processo." 
Fonte: Estadão Conteúdo por Revista Globo Rural

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