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Postado em 30 de Novembro de 2017 às 11h40

SENAI e ABPA debatem regulamento europeu para avaliação de bactéria em carcaças de aves

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O SENAI de Chapecó, entidade da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina
(FIESC), e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) promoveu, nessa semana, em
Chapecó, o “Workshop sobre Campylobacter na indústria de aves”. Foram debatidas atualidades sobre Campylobacter, uma bactéria que, se ingerida, causa intoxicação alimentar, métodos para sua detecção e quantificação em alimentos e meios para análise da bactéria em alimentos.
Também foi explanado sobre o novo regulamento europeu para avaliação de Campylobacter em carcaças de aves e a visão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre a bactéria na cadeia de avicultura.
O coordenador do Grupo Técnico de Análises Laboratoriais da ABPA, Audecir Giombelli,
explicou que Campylobacter é uma bactéria que está muito relacionada com a indústria avícola, sendo um patógeno que causa surtos de intoxicação alimentar principalmente na Europa. “Aquele continente vem pesquisando nos últimos anos e recentemente fez uma regulamentação exigindo controle em carcaças de aves”.
O regulamento entra em vigor no dia 1º de janeiro de 2018. A intenção do workshop foi
disseminar conhecimento entre os técnicos das indústrias. “Com uma nova regulamentação novas barreiras podem começar a aparecer. Pensando também na segurança alimentar, é fundamental ter um controle e conhecer como as plantas industriais estão em relação a essa bactéria”, realçou Giombelli.
A palestrante Ivone Delazari, da diretoria de Segurança de Alimentos e Garantia da
Qualidade da JBS Brasil, explanou que a bactéria é encontrada no trato intestinal de uma grande variedade de animais domésticos, de onde é disseminada para o meio ambiente, sendo comum em aves e pets, principalmente os mais jovens. As formas de infecção do ser humano são pelo contato direto com animais portadores, pelo consumo de água e de alimentos de origem animal contaminados quando a ingestão se dá sem um tratamento térmico prévio, como leite não pasteurizado e carnes cruas ou mal cozidas. “O Campylobacter é uma das causas mais comuns de infecção nos Estados Unidos e em vários países da Europa. A maioria dos casos ocorre como fatos isolados e o mecanismo de patogenicidade pelo qual o Campylobacter causa a doença ainda não é suficientemente conhecido”, observou Ivone.
Um dos objetivos da ABPA é trabalhar em conjunto com as empresas, de acordo com suas
necessidades. “A ABPA é responsável pelos setores de aves, suínos, ovos e material genético.
Dentro da associação, temos várias câmaras técnicas para discutir e dar encaminhamentos sobre novas legislações e outros assuntos de interesse do setor”, relatou a analista técnica da ABPA, Maia Burmeister.
De acordo com a coordenadora de metrologia do IST em Alimentos e Bebidas, Leania
Fabbi, o workshop veio ao encontro da missão da FIESC de levar competitividade para a indústria catarinense. “A parceria com a ABPA nesse evento é importante porque conseguimos dar suporte à indústria no segmento de análises laboratoriais”, salientou. Além disso, o laboratório de análises de alimentos do SENAI, setor de microbiologia, disponibiliza o ensaio de Campylobacter. “O IST pode assessorar a indústria na parte de monitoramento e controle de qualidade de alimentos”, assinalou Leania.
O diretor regional Oeste do SENAI, João Roberto Lorenzett, destacou que Chapecó
possui o Instituto SENAI de Tecnologia (IST) em Alimentos e Bebidas que atua com pesquisa aplicada, consultoria e metrologia. “Dos 60 Institutos SENAI de Tecnologia no Brasil, nas mais diversas áreas, o de Chapecó é o que possui o maior volume de negócios, com atuação nacional e internacional”.

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