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Postado em 06 de Abril às 09h35

Santa Catarina comemora 25 anos sem registros de febre aftosa

  • Mercoagro – Edição 2018 -

O Brasil comemorou nesta quinta-feira (05) a plena erradicação da febre aftosa no Brasil,
reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). O “Dia A” marcou a conquista e foi organizado em Santa Catarina pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) no município de Chapecó. As principais entidades do agronegócio catarinense participaram do evento que salientou a conquista do status sanitário brasileiro.
Santa Catarina vive um estágio avançado. É o único Estado do País que, até o momento,
possui área livre da febre aftosa sem a vacinação. O presidente da FAESC e vice-presidente de finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Zeferino
Pedrozo, reforçou que essa é uma conquista que teve a importante contribuição de produtores rurais, agroindústrias e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), além do fundamental trabalho desenvolvido pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC).
“Temos condições sustentáveis para manter o status sanitário de destaque o qual ocupa
Santa Catarina. Tal reconhecimento contribui para que possamos chegar a novos mercados
internacionais”, complementou Pedrozo.
De acordo com o superintendente federal da agricultura, substituto, Michel Tavares Assis,
em maio o Brasil terá mais uma notícia a comemorar. A OIE anunciará o Brasil como livre da febre aftosa com vacinação consolidando o processo coordenado pelo MAPA. “No início de dezembro, foram declaradas novas zonas livres da febre aftosa com vacinação encerrando nacionalmente o processo de erradicação da doença. Em abril, completaram-se 11 anos sem registro de ocorrência de aftosa no País”, reforçou.
O secretário adjunto da agricultura e da pesca, Athos de Almeida Lopes Filho, destacou que
esse diferencial abriu as portas para a exportação da carne catarinense aos mercados mais
exigentes do mundo. “A certificação também contribuiu para que nos tornássemos o maior
produtor de suínos e o segundo maior produtor de aves do País”.
HISTÓRICO DE SUCESSO
O último foco de febre aftosa ocorreu em 1993 e desde 2000 foi suspensa a vacinação
contra a doença em território catarinense. Em maio de 2007 representantes da FAESC e do
Governo do Estado participaram de Assembleia Mundial da OIE e receberam o certificado que tornou Santa Catarina livre de febre aftosa sem vacinação.
A médica veterinária da CIDASC Chapecó, Luciane de Cássia Surdi, explicou que o
trabalho coordenado pela CIDASC contribui para a manutenção do status sanitário diferenciado. A Companhia mantém, atualmente, 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina, controlando a entrada e saída de animais e de produtos agropecuários.
“Em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados e não é
permitida a entrada de bovinos provenientes de outros Estados. No caso de caprinos, ovinos e suínos criados fora do território catarinense os animais passam por um período de quarentena tanto na origem como no destino onde são efetuados testes para a febre aftosa”, esclareceu a médica veterinária.
Luciane reforçou a importância da contribuição de toda a cadeia produtiva do setor primário para que o Estado permaneça com o status sanitário livre da doença sem vacinação. “Produtores rurais, agroindústrias e órgãos de representatividade devem ser vigilantes e inspecionar os rebanhos para continuar garantindo a referência da sanidade animal do Estado”, finalizou.
Fonte: MB Comunicação

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