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Postado em 22 de Janeiro de 2018 às 10h47

Proteína animal terá estabilidade no mercado em 2018

Os preços das carnes ao consumidor deverão permanecer estáveis no primeiro semestre
de 2018, estima a empresa de pesquisa de mercado GfK. No acumulado de 2017, os valores
caíram 4,5% para a carne bovina e 10,7% para a de frango.
“Não há espaço para novos recuos, pois o valor já chegou a um patamar razoável”, avalia o
diretor da GfK, Marco Aurélio Lima, referindo-se à primeira metade do ano. Segundo ele, a
expectativa é que os preços voltem a crescer apenas em setembro, seguindo a trajetória habitual para o mercado.
Outro fator para a estabilidade é a perspectiva de que a cotação do dólar fique estável.
“Apenas uma eventual reabertura de mercados importantes para a proteína animal como Rússia, Estados Unidos ou mesmo um crescimento da demanda chinesa podem fazer com que os preços aumentem para o consumidor”, pondera.
Ele explica que, em 2017, a queda do preço da proteína animal nos supermercados foi
estimulada pela oferta farta de grãos, que reduziu os custos de produção e pela Operação Carne Fraca. A investigação levou a JBS, maior player do setor, a baixar os preços no varejo para diminuir os seus estoques, movimento que foi acompanhado também pelos concorrentes da companhia.
Os preços só voltaram a subir para o consumidor em dezembro, devido à demanda das
festas de fim de ano. Ainda assim, não foram suficientes para que no acumulado do ano fosse de alta.
A demanda por frango diminuiu, o que fez com que o valor médio do quilo do produto
congelado chegasse a R$ 5,74 em novembro, voltando ao mesmo patamar registrado em maio de 2016. A região Sul registrou a queda mais expressiva nos preços, de 11,2%, com recuo de 6,5% em dezembro ante novembro.
O Nordeste foi à exceção. A carne de frango aumentou 3,2% no ano, enquanto os preços
da carne bovina se mantiveram estáveis na comparação anual. “É a única região que poderá ter um ganho com redução de preços neste ano, já que, em razão da seca, os preços ficaram sustentados em 2017”, destaca o diretor.
Fonte: DCI/Avicultura Industrial

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