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Postado em 15 de Junho às 14h43

Prorrogação da IN 14 sobre produção de ração é solicitada pela ABCS em reunião

  • Mercoagro – Edição 2018 -

Algumas objeções foram apresentadas em reunião realizada na terça-feira (12) em relação
à instrução normativa (IN) nº 14 de 2016, que prevê novas normas para a produção de ração animal com medicamentos. Para o apontamento foram observados relatos dos produtores.
A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), prorrogou o prazo da adequação dos
estabelecimentos que fabricam, importam e manipulam produtos veterinários até o dia 18 de junho de 2019.
Desde então, a ABCS assumiu o compromisso de promover um ambiente de discussões entre o setor produtivo e o MAPA, buscando a evolução dos processos de fabricação de ação e o atendimento às preocupações inerentes ao controle de resíduos e prevenção à resistência bacteriana.
A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) pediu a prorrogação da IN durante o encontro. O presidente da entidade, Marcelo Lopes, conversou diretamente com o secretário de Defesa Agropecuária do MAPA, Luis Rangel. "O setor como um todo está enfrentando um momento de incerteza desencadeado pelo aumento excessivo do valor do milho, principal componente da ração, embargo russo à carne suína e, agora, as consequências da paralisação dos caminhoneiros", ressalta Lopes.
Os dados apresentados pela associação mostram que os produtores independentes representam atualmente 40% da cadeia de suínos do País, os quais possuem, em sua maioria, fábricas próprias de ração sem fins comercias.
"Os produtores independentes congregam aproximadamente 680 mil matrizes em diversos Estados e muitos desses produtores já adotam alguns requisitos da IN, mas não todas as exigências da norma, por isso a necessidade de prorrogar, para que o suinocultor possa se organizar financeiramente e tecnicamente", destaca o presidente da ABCS.
O tema, segundo o secretário, deve ser discutido amplamente. "Nós vamos analisar os dados técnicos trazidos pela Associação, mostrando o cenário atual, para então avaliar se a Pasta poderá postergar a implantação da IN", pontua. Para isso, Rangel considera que será necessário melhorar também a conscientização e a compreensão em relação a resistência antimicrobiana de toda a cadeia produtiva.

Fonte: ABCS, adaptado pela equipe feed&food

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