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Postado em 05 de Março às 13h29

Pesquisa propõem medidas para garantir biosseguridade em granjas de suínos

  • Mercoagro – Edição 2018 -

Pesquisadores da Embrapa elaboraram um documento com recomendações para garantir a
biosseguridade em criações de suínos para abate. O documento usa como base uma pesquisa feita em granjas do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, estados que concentram a maior produção de suínos do país. A intenção da pesquisa é identificar as condições de biosseguridade em que as granjas se encontram.
O objetivo do documento é abordar aspectos relevantes das granjas que produzem para
abate e contribuir junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na
elaboração de uma regulamentação oficial. O documento deve servir de suporte para empresas e produtores melhorarem a qualidade sanitária de plantéis.  As medidas de biosseguridade oferecidas pelos cientistas têm como foco mitigar os riscos de contaminação de rebanhos e a disseminação de doenças.


CERCA DE ISOLAMENTO
Entre os itens elencados pela Embrapa está a cerca de isolamento, ou seja, uma barreira
física que impeça que pessoas estranhas, veículos e animais como cães, gatos, javalis, galinhas, bovinos, entre outros, entrem no estabelecimento e estejam em contato com os suínos.   

CUIDADOS DE HIGIENIZAÇÃO NA ENTRADA
Outra atenção é com o escritório, que deve ficar próximo à cerca de isolamento, com a área
suja voltada para a parte externa da cerca, e a área limpa voltada para o interior. É considerada área suja o local destinado às pessoas que chegam à granja, seja no transporte de animais e insumos, seja visitantes, funcionários e proprietários antes de entrar na unidade produtiva. Já a área limpa é a parte interna da granja de produção. O acesso de funcionários, proprietários e visitantes ao interior da unidade produtiva só poderá ser feito após os procedimentos de troca de roupa e calçados e lavagens das mãos. Na área limpa do escritório, devem ser armazenados documentos, remédios, sêmen e material de escritório.

VISITANTES DEVEM OBSERVAR VAZIO SANITÁRIO
A visita à unidade produtora é outro critério a que os proprietários de granjas devem estar
atentos. A recomendação é que os visitantes estejam em vazio sanitário por no mínimo 24 horas. Ou seja, não podem ter contato com suínos de outra Unidade Produtora, abatedouro ou laboratório que trabalha com agente infeccioso antes de entrar na granja.  E a entrada deles deve ocorrer pelo vestiário, com troca de roupa e calçado de uso exclusivo no interior da granja.
Além disso, no documento da Embrapa constam as recomendações para transporte e
armazenamento de rações e insumos, refeitório e lavanderia, localização do
embarcadouro/desembarcadouro, câmara de compostagem e depósito para animais mortos.

VEÍCULOS QUE MOVIMENTAM RAÇÃO NÃO PODEM TRANSPORTAR ANIMAIS
Veículos utilizados para transporte de ração ou de insumos não podem ser utilizados em
outras atividades, como o transporte de animais ou de material biológico.
O local para tratamento de dejetos precisa ficar fora da cerca de isolamento, para que o
manejo possa ser feito sem acesso à unidade produtiva. O controle de roedores e insetos é outro aspecto de biosseguridade que deve ser atendido pelas granjas, com documentação dos procedimentos utilizados. Estão incluídos ainda o fornecimento de água de beber aos animais, a guarda de registros e documentos e as orientações sobre os riscos sanitários na movimentação e mistura de leitões de diferentes origens. 
Além desses critérios mínimos apontados pela Embrapa, enfatiza-se que também fazem
parte das medidas de controle de doenças à lavagem e sanitização das instalações, a restrição de visitas, o vazio sanitário entre cada lote, o programa de vacinações, o isolamento e tratamento de animais que adoecem.


Fonte: Suinocultura Industrial, com informações da Embrapa Suínos e Aves
Foto: Jairo Backs/Reprodução Embrapa

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