NOTÍCIAS

Postado em 26 de Janeiro às 13h44

Pecuária pode reduzir impactos e buscar desenvolvimento sustentável, diz FAO

  • Mercoagro – Edição 2018 -

A atividade pecuária global tem condições de reduzir emissões de gases causadores do
efeito estufa com adoção de práticas já conhecidas e contribuir para o desenvolvimento de
populações pobres rurais, segundo o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, em fórum realizado em Berlim na
semana passada.
As emissões de metado pelo setor pecuário poderiam ser reduzidas rapidamente, de 20%
a 30%, com a adoção de práticas já conhecidas como técnicas regenerativas no manejo da
pastagem, seleção do pasto, melhorias na reciclagem dos nutrientes, utilização dos resíduos do gado para a produção de energia, entre outras práticas que colaboram para evitar desmatamento na expansão da atividade, segundo dados FAO apresentados por Graziano.
“Com práticas aprimoradas e climaticamente inteligentes, podemos estabelecer cadeias
de abastecimento mais sustentáveis e ecológicas”, disse Graziano, segundo nota divulgada pela FAO. 
A atividade pecuária é a que mais emite gases de efeito estufa entre as cadeias produtivas de alimentos, respondendo por 14,5% de todas as emissões geradas por atividades humanas, segundo a FAO.
O diretor da FAO chamou a atenção para o “impacto excessivo” da pecuária no clima e
meio ambiente, e para a necessidade de garantir que as populações rurais pobres também
tenham acesso aos benefícios do setor. 
Segundo a FAO, mais da metade das populações pobres em zonas rurais do planeta
dependem da pecuária e a distribuição equitativa dos benefícios da atividade torna-se cada vez mais importante conforme cresce a demanda por carne.
CONSUMO DE CARNE
Brasileiro nascido nos EUA, Graziano disse que o consumo de produtos de origem animal
pode colaborar para melhorar a nutrição principalmente de crianças mais novas, fornecendo micronutrientes cruciais para o desenvolvimento cognitivo e físico, mas alertou que o consumo excessivo traz riscos e que é preciso manter alimentação equilibrada, incluindo outras fontes de proteína.
O diretor da FAO defendeu ainda a suspensão imediata do uso de medicamentos
antimicrobianos para estimular o crescimento animal, sendo que o uso preventivo deve ocorrer apenas em condições muito específicas e restritivas.
Fonte: CarneTec

Veja também

Exportações de carne suína em julho crescem 80% sobre junho25/07 As exportações brasileiras de carne suína in natura, nas três primeiras semanas de julho, superam em quase 80% os valores de junho, com um montante de US$ 75,1 milhões. Na comparação por meio de média diária, o País exportou US$ 5 milhões ante US$ 2,8 milhões do mês passado. Os números são da balança......
Santa Catarina completa 24 anos sem registro de foco de febre aftosa18/05/17 Em 2017, Santa Catarina comemora 10 anos do reconhecimento como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Em 25 de maio de 2007, o estado se tornou o único do país......

Voltar para Notícias (pt)