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Postado em 01 de Junho às 14h13

Mapeamento do DNA do nelore leva à genoma que gera a qualidade da carne

  • Mercoagro – Edição 2018 -

Alguns avanços em pesquisas científicas conseguiram identificar regiões no genoma que controlam a expressão dos genes relacionados às características que causam uma melhor qualidade da carne na raça nelore. A partir deste estudo será possível realizar melhoramentos com mais precisão, no intuito de obter animais com desempenho zootécnico aprimorado.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos/SP), Luciana Regitano, a pesquisa conseguiu juntar a informação dos marcadores de DNA com a informação da quantidade de RNA de cada gene no músculo do animal. A conexão, de acordo com a especialista, permitiu elaborar o mapa do genoma da raça.
O estudo é considerado complexo, pois nem sempre estas características são visíveis no DNA. Aspectos ligados à qualidade da carne, como maciez e quantidade de gordura subcutânea, por exemplo, só estarão expressos se, em determinado momento, o DNA conseguir transmitir essa informação para que ela se torne “visível” no bovino.
Os cientistas estão investindo na conexão de informações de diferentes origens para tentar descobrir esse mecanismo de transmissão. A grande lacuna são os fatores de regulação da expressão. “Quando foram inspecionadas as regiões do genoma que regulam os fenótipos (que mais contribuem para a maciez da carne, para a quantidade de gordura subcutânea, para a eficiência alimentar ou outras características visíveis), descobriu-se que não existem genes dentro delas”, explica Regitano.
A pesquisa busca mapear essas regiões, e é por isso que há uma importância tão grande na variação do fenótipo: para saber se o animal é mais ou menos produtivo. Em longo prazo a população será favorecida, pois terá acesso a uma carne mais macia e mais saudável, e os pecuaristas terão seus custos de produção reduzidos por meio da melhora na eficiência alimentar dos animais.

“O genoma começa a ser explorado e deixa de ser uma caixa-preta. O grupo agora tem condições de apontar a região específica do cromossomo que explica a diferença entre os animais”, afirma Regitano.
Fonte: Embrapa, adaptado pela equipe feed&food

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