NOTÍCIAS

Postado em 03 de Abril às 13h28

Maggi destaca conhecimento e trabalho empenhados na erradicação da aftosa

  • Mercoagro – Edição 2018 -

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) atribuiu a “muito esforço,
trabalho, conhecimento, dedicação, gerações de técnicos e luta de produtores rurais” os avanços obtidos para erradicação da febre aftosa no país. Maggi participou na manhã desta segunda-feira (2) de sessão comemorativa no Senado pelo reconhecimento internacional da condição de país livre da doença com vacinação, que foi proposta pelo senador Waldemir Moka (PMDB/MS). O reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) está previsto para o próximo mês de maio, durante reunião da entidade em Paris. Recomendação, com esse objetivo, foi feita pelo Comitê Científico da OIE, que é composto por 180 países. O ministro lembrou que nos anos de 1960 o Brasil iniciou o combate mais intenso à febre aftosa por meio de campanhas de vacinação em regiões pioneiras. “Eram tempos em que importávamos carne e leite, abrindo espaço para a entrada de focos da doença”. E comentou sobre “ o grande salto dado nos anos seguintes até o lançamento, no ano passado, do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa para consolidar a condição sanitária e avançar na meta nacional de zona de livre da doença sem vacinação”, o que deverá ser concluído em 2023. Disse ainda que já se passaram 11 anos sem ocorrência de nenhum caso no país.
A conquista a ser oficializada no próximo mês, de acordo com o ministro, significa a possibilidade de consolidação e ampliação de mercados para os produtores pecuários brasileiros.
Em 2017, somente a pecuária representou um Valor Bruto da Produção (VBP) de 175,7 bilhões de reais.
O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, afirmou que “a pecuária do Brasil se destaca na
América do Sul e no mundo, com uma produção marcada pela incorporação de conhecimento tecnológico na genética, na sanidade, nas pastagens. Foram avanços que nos conduziram a um modelo de produção sustentável sem igual no cinturão tropical do globo”. 
Para o secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Luís Rangel, “o trabalho que foi
conduzido, durante muitos anos, pelos médicos veterinários, não só do Ministério da Agricultura e das agências estaduais, mas também pelos médicos veterinários privados, permitiu fazer o que muitos acreditavam ser impossível: trazer o país, com as suas dimensões gigantescas, para esse status ainda com vacinação”. E acrescentou que, "olhando para um futuro mais ousado, nos movimentamos, de fato, para a retirada da vacina”.
Guilherme Marques, diretor do Departamento de saúde Animal do Mapa, lembrou
igualmente o envolvimento do corpo técnico do Mapa e detalhou aos senadores os passos do plano traçado até 2023 para retirada da vacinação, o que já é realidade no estado de Santa Catarina, por exemplo.

Fonte: MAPA

Veja também

Produção de carne precisa crescer 13% para suprir demanda até 202611/12/17 “O desafio está lançado”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon, São Paulo/SP), Alberto Pessina. A frase se refere à necessidade de crescimento da produção de carne bovina no Brasil, que deve aumentar 13% para suprir o aumento de 7% da demanda interna e 31% nas......
Valor da Produção Agropecuária de 2017 é de R$ 533,5 bilhões16/11/17 O valor bruto da produção agropecuária (VBP) para 2017, com base nas informações de outubro, é de R$ 533,5 bilhões, 1,6 % acima do valor de 2016, que foi de R$ 525 bilhões. As lavouras tiveram......
Participar de feira é excelente ferramenta para os negócios22/03 A participação em feiras de negócios, nacionais e internacionais, é muito recomendável para empresas. Em primeiro lugar, é uma fonte de informações do mercado. Numa feira do setor de......

Voltar para Notícias (pt)