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Postado em 29 de Março de 2017 às 16h12

Hong Kong retoma importações de carnes brasileiras

Hong Kong decidiu retomar as compras brasileiras de carne nesta terça-feira (28), anunciou o Ministério da Agricultura do Brasil em comunicado no seu website.

Hong Kong suspendeu as importações brasileiras de carne em 21 de março, depois que a Polícia Federal anunciou uma investigação sobre um suposto esquema corrupção envolvendo 33 fiscais federais agropecuários e funcionários de 21 plantas frigoríficas.

Hong Kong é o maior importador de carne bovina do Brasil, responsável por US$ 1,1 bilhão em compras em 2016. A cidade-estado também foi o segundo maior importador de carne suína do Brasil no ano passado, quando comprou 22,7% do total em volumes vendidos.

China, Chile, Coreia do Sul, Egito e Barbados já derrubaram as proibições temporárias à carne brasileira nos últimos dias.

Marrocos, Zimbábue e Santa Lúcia foram adicionados à lista de países que proibiram completamente a carne brasileira na segunda-feira (27), enquanto Bahrein seguiu a decisão da Arábia Saudita de bloquear algumas plantas sob investigação.

As 21 fábricas sob investigação estão impedidas de exportar pelo governo brasileiro. Seis delas foram interditadas pelo governo.

O ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, disse em entrevista coletiva na segunda-feira (27) que testes em amostras de carne coletadas por uma força-tarefa organizada pelo ministério nas 21 fábricas investigadas não encontraram sinais de riscos para a saúde humana.

Os testes encontraram fraudes econômicas, como a quantidade de água acima dos limites permitidos no frango e adição de amido em salsichas fora dos padrões. Uma das empresas produtoras de ração para animais estava usando produtos vencidos e foi interditada.

As seis instalações fechadas até agora são a fábrica da BRF em Mineiros (Goiás), duas da Peccin Agro Industrial em Curitiba (Paraná) e Jaraguá do Sul (Santa Catarina), uma da Souza Ramos em Colombo (Paraná), a unidade da Laticínios SSPMA em Sapopema (Paraná), e planta da Farinha de Carnes Castro em Castro (Paraná).

A força-tarefa também recolheu amostras no varejo localizadas em 22 estados brasileiros, com resultados finais esperados em até duas semanas.

Fonte: Carnetec 

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