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Postado em 27 de Julho de 2018 às 13h28

Guandu é opção alimentar para bovinos no inverno

  • Mercoagro – Edição 2018 -

A suplementação na pecuária se faz necessária durante o inverno. Isso por que durante o
período seco, os produtores sofrem com pouca disponibilidade de forragem e baixa qualidade da pastagem, o que compromete o desempenho animal. Para evitar o efeito sanfona, boi gordo no verão e magro no inverno, muitos utilizam o sistema de confinamento.
Esse sistema, no entanto, possui um custo mais alto. Algumas pesquisas realizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontam que os produtores que costumam alimentar o rebanho com o Grandu BRS Mandarim não tem essa necessidade. Já que os animais alimentados com o insumo apresentaram desempenho superior em comparação aos que receberam a suplementação e a forrageira.
O resultado foi observado durante experimentos realizados no interior de São Paulo. Algumas fazendas testaram a variedade e também confirmaram pontos benéficos e a  tecnologia também está agradando técnicos e pecuaristas que participam do Bifequali Transferência de tecnologia para pecuária de corte, programa da Embrapa de capacitação continuada de técnicos que atuam em propriedades de gado de corte.
“Eles estão satisfeitos com o retorno positivo da tecnologia. O BRS Mandarim serve de alimento na época da seca, que é justamente a mais desafiadora para o oferecimento de forragem aos animais. A solução casa com oferta de material de bom valor nutritivo, alto teor de proteína, a um custo baixo e com manejo simples”, explica o coordenador do programa, Adilson Malagutti.
Os benefícios também tangem a economia, segundo a pesquisadora Patrícia Perondi Anchão Oliveira, que afirma que na comparação do guandu com a pastagem recuperada, ao considerar que as duas produzam a mesma quantidade de carne por hectare, o aumento de custo para inserir a BRS Mandarim seria de R$ 210 anuais por hectare e a redução de despesas na alimentação animal somaria R$ 867,00 por hectare ao ano.
Os resultados também são superiores. De acordo com a pesquisa em experimentos realizados na Embrapa Pecuária Sudeste, novilhas mantidas em pastagem consorciada com Guandu BRS Mandarim ganharam 450 gramas de peso vivo ao dia. Na comparação com os dois outros sistemas: animais pastejando em pasto degradado e em pastagem adubada. A diferença maior foi em relação à área degradada, onde os bovinos ganharam por volta de 250 gramas por dia.

Fonte: Embrapa, adaptado pela equipe feed&food

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