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Postado em 02 de Abril às 11h03

Desempenho de leitões em fase de creche alimentados com dietas com adição de ß-glucanos e prebióticos

  • Mercoagro – Edição 2018 -

O período pós-desmame se enquadra como o mais crítico na produção de suínos, uma vez
que impõe diversos desafios aos animais, de ordens nutricionais, fisiológicas e ambientais, os quais podem resultar em distúrbios gastrintestinais, com aumento na incidência de diarreia e, consequentemente, queda nos índices produtivos. A imaturidade fisiológica e imunológica dos animais ao desmame favorece desequilíbrios nas taxas de turnover da mucosa intestinal, e criam um ambiente favorável a infecções entéricas e sistêmicas por diversos agentes patogênicos, com danos ao epitélio intestinal e às suas funções digestiva e absortiva (PLUSKE et al., 2003).
Frente à preocupação dos consumidores e da comunidade científica com o uso
indiscriminado de antibióticos, principalmente devido à sua associação com a seleção de cepas bacterianas resistentes aos antibióticos utilizados na medicina humana, vários países baniram a sua utilização como promotor do crescimento (PALERMO NETO, 2012). O banimento da utilização de antimicrobianos em doses subterapêuticas na dieta dos animais de produção trouxe a necessidade de estudos com outros compostos capazes de promover melhorias na saúde e desempenho de suínos, principalmente na fase crítica do pós-desmame. Desta forma o objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos de Mananoligossacarídeo (MOS), β-glucano, Frutoligossacarídeo (FOS) e Galactoligossacarídeo (GOS) em dietas de leitões recém-desmamados, sobre as variáveis de desempenho (ganho diário de peso, consumo diário de ração e conversão alimentar).
MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi realizado no Setor de Suinocultura da Faculdade de Medicina Veterinária
e Zootecnia (FMVZ–Unesp - Botucatu/SP) e aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais (Protocolo número 133/2016). Foram utilizados 120 leitões recém-desmamados, com 21 dias de idade em média (5,90kg, ± 0,24kg), sendo 60 machos castrados e 60 fêmeas, os quais foram alojados em baias suspensas com piso ripado de 1,70m2 cada, equipadas com bebedouros tipo chupeta e comedouros tipo calha. Durante o período experimental (37 dias) os leitões receberam três tipos de dietas de acordo com as fases: pré-inicial I (0 ao 16º dia), pré-inicial II (17º ao 29º dia) e inicial (30º ao 37º dia).
As dietas foram formuladas de modo a atender as exigências nutricionais mínimas de
acordo com Rostagno et al. (2011). Os animais receberam água e ração à vontade. Para
determinação das variáveis de desempenho (consumo diário de ração - CDR, ganho diário de peso - GDP e conversão alimentar - CA), foram realizadas pesagens dos animais e das rações fornecidas e desperdiçadas ao 1º, 16º, 29º e 37º dias. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados, com cinco tratamentos, oito repetições e três animais por unidade experimental. Os tratamentos estudados foram: T1 = dieta basal com adição de antibiótico (40 ppm de colistina na forma de sulfato de colistina a 8%); T2 = dieta basal com adição de MOS (1 kg/t) + β-glucano (1 kg/t); T3 = dieta basal com adição de MOS + β-glucano (1 kg/t) + FOS + GOS (1 kg/t) (1:9); T4 = dieta basal com adição de MOS + β-glucano (1 kg/t) + FOS + GOS (1 kg/t) (3:7); T5 = dieta basal com adição de MOS + β-glucano (1 kg/t) + FOS + GOS (1 kg/t) (5:5) (Tabela 01). As variáveis estudadas foram submetidas à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, utilizando-se o programa estatístico SAS 9.0 (2002).


Fonte e foto: Suinocultura Industrial

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