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Postado em 30 de Abril às 11h28

Confiança do Agronegócio alcança melhor resultado da série histórica

  • Mercoagro – Edição 2018 -

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), indicador medido pela Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB),
alcançou o melhor resultado da série história ao fechar o 1º trimestre de 2018 com 107,1 pontos.
O avanço foi de 6,8 pontos em relação ao trimestre imediatamente anterior. De acordo com a metodologia do estudo, resultados acima de 100 pontos correspondem a otimismo - pontuações abaixo disso demonstram baixo grau de confiança.
Desde o segundo trimestre de 2017, quando marcou 92,4 pontos, o agronegócio vem
registrando uma melhora no seu nível de confiança, voltando ao patamar considerado otimista neste primeiro trimestre de 2018.
O resultado do índice agregado foi influenciado, principalmente, pela confiança da indústria (antes e depois da porteira) que atingiu 109,1 pontos, aumento de 9,7 pontos em relação ao trimestre precedente. Os fabricantes de insumos agropecuários compõem o grupo no qual o otimismo está mais elevado: neste caso, a confiança chegou a 116,1 pontos, alta de 10,9 pontos sobre o trimestre anterior.
"Ainda que para os fabricantes de defensivos e fertilizantes, o primeiro trimestre do ano marque o início das negociações da próxima safra, pesaram para o resultado as boas
perspectivas de negócios, num momento em que as principais commodities agrícolas recuperaram valor, aumentando a rentabilidade dos produtores. Além disso, a estimativa para a safra de grãos vem melhorando a cada mês e já é próxima do recorde anterior, o que não era esperado, já que as produtividades surpreenderam, como no caso da soja, por exemplo", explica o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.
DEPOIS DA PORTEIRA
O Índice de Confiança das Indústrias situadas Depois da Porteira também teve bom
desempenho, resultado do momento positivo para alguns dos segmentos pesquisados. "O aumento no preço da soja e nos prêmios pagos nos portos brasileiros está permitindo que as tradings recuperem a rentabilidade, após um longo período com margens de lucro pressionadas", completa Freitas, da OCB.
"Reforçam essa percepção de otimismo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que apurou aumento nos últimos 12 meses, acumulado até fevereiro de 2018, nas vendas dos hipermercados e supermercados de produtos alimentícios, com alta de 2,0% em volume. No primeiro bimestre deste ano, contra o mesmo período de 2017, o incremento foi de 2,6%", explica Roberto Betancourt, diretor titular do Departamento do Agronegócio da Fiesp.
OTIMISMO DO TRABALHADOR
Houve avanço também para o índice de confiança do produtor agropecuário (agrícola e
pecuário), que encerrou o 1º trimestre de 2018 em 104,5 pontos, alta de 2,7 pontos ante trimestre passado. Segundo os resultados, o ânimo melhorou tanto para os produtores agrícolas quanto para os pecuaristas – embora os últimos ainda estejam na faixa de pontuação considerada pessimista. No primeiro caso, o índice subiu 3,2 pontos, chegando a 107,2 pontos.
De acordo com o gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Antonio Carlos
Costa, o aumento no grau de otimismo é consequência de uma rara combinação para esta época do ano: boa produtividade nas lavouras e preços em alta, em razão da conjuntura internacional, como a quebra na safra da Argentina de grãos.
No caso dos preços, o indicador de confiança aumentou quase 30 pontos em um ano, mas
é importante lembrar que no início de 2017 as commodities agrícolas estavam num momento de baixa. "Outro ponto relevante é que a pesquisa foi encerrada no fim de março, e não captou totalmente o efeito da alta de preços sobre o humor dos produtores, uma vez que a tendência de valorização da soja e do milho se fortaleceu no início de abril", conclui Costa.
Entre os pecuaristas, a confiança ficou praticamente estável. O indicador desse grupo subiu
1,1 ponto, fechando o trimestre em 96,2 pontos. O pequeno aumento não foi suficiente para tirar esse grupo de produtores da faixa considerada pessimista pela metodologia do estudo, onde permanece há seis trimestres consecutivos.

Fonte: Fiesp, adaptado pela equipe feed&food

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