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Postado em 30 de Outubro de 2017 às 17h13

Começa implantação de Plano de Erradicação de Aftosa para retirar vacina

Notícias (45)

Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa) iniciou, em Porto Velho, os trabalhos do Plano Estratégico de Erradicação
e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a retirada total da vacinação no País até 2023.
Durante três dias, na semana passada, houve reuniões em torno do plano com integrantes do
setor público e produtores dos estados de Rondônia e Acre (integrantes do Bloco 1 previsto no
PNEFA), além do Amazonas e Mato Grosso, que participaram como convidados. Entre
representantes de governo, a maioria eram agentes de defesa agropecuária dos estados.
Segundo o diretor do DSA, Guilherme Marques, “foram superadas as expectativas de
adesão dos governos e da iniciativa privada, pois todos se conscientizaram que os prazos para a
execução das etapas do PNEFA são curtos”. Marques frisou que a decisão de retirada gradual da
vacinação contra a aftosa já foi tomada e que “é preciso atender aos requisitos sanitários para
obter o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de país livre da doença
sem vacinação”.
As diretrizes básicas do PNEFA preveem gestão compartilhada entre governos e iniciativa
privada; aperfeiçoamento das capacidades do Serviço Veterinário Oficial (SVO); regionalização
das ações; sustentação financeira; adequação e fortalecimento do sistema de vigilância; agilidade
e precisão no diagnóstico; previsão de imunógeno (partícula, molécula estranha ou organismo
capaz de induzir uma resposta imunológica) para emergências veterinárias; cooperação
internacional e educação em saúde animal.
O governo de Rondônia deverá ceder servidores para os trabalhos de fiscalização previstos
no plano. Mato Grosso comprometeu-se a aumentar postos de fiscalização do trânsito de animais,
que poderão ser unidades móveis, como ação estratégica em função da proximidade com a
Bolívia.
No plano, o País foi dividido em cinco blocos, para que seja feita a transição de área livre
da aftosa com vacinação para sem vacinação. Integram o Bloco I, Acre e Rondônia; o Bloco II:
Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás,
Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e; Bloco V: Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Fonte: MAPA

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