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Postado em 09 de Fevereiro às 11h17

China e Hong Kong reduzem impacto do embargo russo para carne suína brasileira

  • Mercoagro – Edição 2018 -

As fortes elevações dos embarques para a China e Hong Kong reduziram o impacto
causado pelo embargo imposto pela Rússia à carne suína brasileira desde dezembro do ano passado, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
O caso mais emblemático é o da China, que no primeiro mês de 2018 importou 13,5 mil
toneladas, resultado que supera em 122% o volume embarcado para o mercado chinês em janeiro do ano passado.  As vendas geraram receita de US$ 28,9 milhões, 131% acima do realizado no ano anterior.
Já Hong Kong incrementou suas importações em 23%, com 17,2 mil toneladas exportadas
em janeiro de 2018.  Em receita, o crescimento chegou a 27%, totalizando US$ 34,8 milhões.
“O setor de suínos entrou em um novo momento, com menor dependência das vendas para o Leste Europeu, diminuindo os efeitos do embargo russo.  As exportações para a China neste início do ano, inclusive, superaram a média dos embarques realizados para a Rússia no primeiro mês dos últimos cinco anos”, explica Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.
No total, as exportações brasileiras de carne suína (incluindo todos os produtos, entre in
natura e processados) totalizaram 54,4 mil toneladas, volume 15,4% inferior ao registrado em janeiro de 2017, com 64,3 mil toneladas.
Em receita, os embarques do setor renderam US$ 111,4 milhões em janeiro, número 19,9%
menor que os US$ 139,1 milhões obtidos em janeiro de 2017.
Outros mercados também incrementaram suas importações no primeiro mês do ano.  É o
caso do Uruguai, que importou 3,1 mil toneladas (+30%); e de Angola, com 2,5 mil toneladas (+7%).
“Os embarques de carne suína devem ser impulsionados neste ano pelas vendas para a
Coreia do Sul, que está prestes a abrir seu mercado, conforme informações recebidas do
Secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, que está em missão na Ásia. Há, também, sinalizações de interesse vindas do Peru e do México”, explica Turra.
Fonte: ABPA

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