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Postado em 27 de Março de 2017 às 14h00

China, Chile e Egito retomam compras de carnes brasileiras

Mercoagro – Edição 2018 China, Chile e Egito anunciaram ao governo brasileiro a retomada das compras de carnes produzidas no Brasil, sendo que a suspensão de embarques ficará restrita apenas às plantas frigoríficas...

China, Chile e Egito anunciaram ao governo brasileiro a retomada das compras de carnes produzidas no Brasil, sendo que a suspensão de embarques ficará restrita apenas às plantas frigoríficas investigadas na Operação Carne Fraca, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em comunicados no sábado (25).
Mais de uma dezena de países restringiu as compras de carne brasileira na semana passada, depois do anúncio da Polícia Federal sobre investigação de suposto esquema de corrupção envolvendo 33 funcionários públicos agropecuários e de 21 plantas frigoríficas no último dia 17 de março.
Os 21 frigoríficos sob investigação, que incluem a planta da BRF em Mineiros (GO) e a da JBS (Seara Alimentos) em Lapa (PR), já estão com as exportações suspensas pelo próprio governo brasileiro.
China, Chile e Egito retomaram as importações de carnes brasileiras após receberem esclarecimentos e informações técnicas do Brasil sobre as investigações da Polícia Federal, segundo o Mapa. A Coreia do Sul já havia tomado a mesma decisão de retomar as compras do Brasil na semana passada.
A decisão desses países traz alívio às indústrias de carnes brasileiras que acumularam perdas de US$ 40 milhões na semana passada por exportações de carnes de frango e suína que deixaram de ser realizadas diante de todos os bloqueios. A China sozinha é o segundo maior importador de carne de frango e o terceiro de carne suína do Brasil.
“A retomada dos embarques após as apresentações das explicações pelo governo brasileiro mostra a confiança que a China deposita em nosso sistema produtivo para a segurança alimentar de sua população, ofertando a mesma qualidade que entregamos para o mercado brasileiro”, disse o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, em nota.
O Mapa disse em nota que a reabertura da China é um “atestado categórico da solidez e qualidade do sistema sanitário brasileiro e uma vitória de nossa capacidade exportadora”.
O governo disse ainda que “as medidas anunciadas pelos governos do Egito e do Chile corroboram a confiança da comunidade internacional no nosso sistema de controle sanitário, que é robusto e reconhecido mundialmente”.
Hong Kong, Argélia, Jamaica, Trinidad e Tobago, São Cristóvão e Névis, Panamá, São Vicente e Granadinas, Qatar, México, Bahamas e Granada são os países que ainda mantêm suspensão total às importações de carnes brasileiras, segundo lista atualizada pelo Mapa também no sábado.
Japão, África do Sul, Peru, Canadá, União Europeia, Suíça, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Vietnã são os países que anunciaram que não irão comprar carnes provenientes de algumas plantas frigoríficas investigadas, já bloqueadas pelo governo brasileiro.
Israel, Barbados e Rússia enviaram pedidos de informações ao governo brasileiro sobre algumas unidades frigoríficas exportadoras.
Já Estados Unidos, Argentina e Malásia reforçaram os controles de inspeção sanitária dos produtos brasileiros.
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse ainda na sexta-feira (24) que os EUA comunicaram ao governo federal que as carnes brasileiras não serão embargadas pelo país.
“O embaixador americano, Michael McKinley, me ligou dizendo que essa é a posição de Sonny Perdue, indicado para ocupar o posto de secretário da Agricultura dos Estados Unidos”, disse Maggi, em nota.

Fonte: Carnetec

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