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Postado em 25 de Fevereiro de 2016 às 13h58

Carne de frango: posicionamento dos grandes exportadores mundiais em 2025

Ao lançar, na semana passada, suas projeções sobre as tendências da agropecuária norte-americana até 2025, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou também os resultados de estudos sobre as perspectivas internacionais dos principais produtos do agronegócio.

Em relação, especificamente, à importação de carne de frango, mostrou as tendências de 14 diferentes países e blocos econômicos ou regionais (vide “Quadro dos grandes importadores em 2025”).

Já no tocante às perspectivas da exportação de carne de frango, o USDA compara as tendências dos EUA com apenas outros quatro (considerados “grandes”) exportadores: União Europeia, Brasil, China e Tailândia.

Abaixo, uma síntese dos resultados divulgados, com foco em ordem inversa, ou seja, partindo do menor até o maior exportador mundial de carne de frango.

Pelos números do USDA, a China tende a manter, na exportação, a mesma estabilidade prevista para as importações. Neste caso, porém, o índice de expansão apontado para as vendas externas chinesas (+2,3% em 10 anos) significa expansão negativa, já que o previsto para os cinco maiores exportadores é um incremento médio de pouco mais de 2,5% ao ano.

A Tailândia tende a registrar o maior índice de expansão entre os cinco exportadores listados: quase 42% de expansão em uma década. Esse incremento deve ser sustentado, sobretudo, por União Europeia e Japão, mercados que reabriram suas compras ao frango in natura da Tailândia. Ainda assim, há indicações de que o maior volume exportado pela Tailândia estará concentrado na carne de frango cozida ou pós-processada, produto que, devido ao maior custo, será direcionado para mercados com maior poder aquisitivo da Ásia, Europa e Oriente Médio.

A exemplo da China, também as exportações da União Europeia terão expansão real negativa, pois o índice de incremento previsto é de 3% em 10 anos. Aliás, isto se aplica também às importações da União Europeia, porquanto o índice de aumento apontado pelo USDA (pouco mais de 12% em 10 anos) corresponde a uma expansão média pouco superior a 1% ao ano.

Para os EUA é projetado incremento próximo de 30% nas exportações de carne de frango. Mas – note-se – o USDA parte de uma base (2015) bem superior à efetivamente registrada, pois, em decorrência do episódio de Influenza Aviária na avicultura local, as vendas externas norte-americanas do ano passado recuaram, ficando limitadas a 2,866 milhões de toneladas. De toda forma, o próprio USDA destaca que crescerão significativamente no curto prazo, recuperando-se integralmente dos efeitos da IA.

Observe-se que, considerado o volume exportado em 2015 e o previsto para 2025, as exportações norte-americanas terão que crescer, na verdade, acima de 40%, índice superior ao previsto para o Brasil, cuja expansão é projetada em 37%. Isso, porém, não afeta a hegemonia das exportações brasileiras que, pelo contrário, ampliarão sua participação entre os cinco, passando a responder por quase 45% do volume exportado pelo bloco. Aliás, mais da metade do adicional de carne de frango previsto (2,683 milhões de toneladas) será de produto brasileiro.

É interessante notar, ainda, que, atingidos os valores previstos pelo USDA, os EUA fecharão o primeiro quarto do século XXI com uma expansão próxima de 85% no volume exportado (exportação de 2,231 milhões de toneladas em 2000). Já o previsto para as exportações brasileiras indica expansão de quase 490% em idêntico espaço de tempo (916 mil toneladas em 2000).

Fonte: Frigonews com informações da AviSite

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