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Postado em 24 de Novembro de 2017 às 13h17

Agronegócio produz mais a preço menor e ajuda no controle da inflação

  • Mercoagro – Edição 2018 -

O crescimento do PIB-volume do agronegócio está estimado em 6,3% neste ano,
considerando-se informações disponíveis até agosto/17, segundo indica pesquisa do Cepea
(Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA
(Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). O impulso vem do ramo agrícola, que deve
registrar aumento de 9,2% em 2017, visto que, para o ramo pecuário, a estimativa é de retração,
de 0,4%.
Apesar do expressivo crescimento em volume, 2017 foi marcado por fortes quedas de
preços para os produtos do agronegócio, o que, por sua vez, pressiona a renda do setor. Na
comparação de janeiro a agosto de 2017 com o mesmo período de 2016, o decréscimo nos
preços médios do agronegócio é de 9,5% em relação aos da economia como um todo. Então,
considerando-se as informações disponíveis até agosto/17, estima-se retração interanual de 3,8%
no PIB-renda do agronegócio brasileiro.
CONTROLE DA INFLAÇÃO
Pesquisadores do Cepea alertam que, enquanto o movimento de queda dos preços
relativos do agronegócio expressa a perda de rentabilidade da produção do setor frente à média
da economia, esse contexto tem impacto positivo sobre a economia e a sociedade. Produzindo
mais a preços menores, o setor contribuiu com o maior abastecimento, com a geração de divisas e
o controle da inflação.
A queda mais acentuada nos preços relativos, de 11,6%, foi observada no ramo agrícola,
com reduções relevantes nas cotações de grãos e também de hortifrutícolas. Esse cenário reflete
principalmente a grande oferta em volume de produção do segmento. No caso dos grãos, por
exemplo, segundo pesquisadores do Cepea, o mercado vem apresentando elevada
disponibilidade ao longo do ano, diante da boa produtividade de produtos como soja e milho. No
ramo pecuário, as quedas nos preços relativos foram mais amenas, com a pressão vinda
especialmente da bovinocultura de corte. 

Fonte: Cepea/Esalq

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