NOTÍCIAS

Postado em 05 de Fevereiro de 2018 às 15h14

Adiada a implantação do corredor do milho

  • Mercoagro – Edição 2018 -

As fortes chuvas que caem no Paraguai atrasaram as obras de melhorias da rodovia de acesso ao porto paraguaio de Itapua e determinaram o adiamento da implantação da conexão transfronteiriça batizada de Corredor do Milho. O início das operações estava previsto para o próximo dia 9 deste mês de fevereiro e, agora, foi adiado em 30 dias, data a ser confirmada pelos três países envolvidos: Brasil, Argentina e Paraguai.
A conexão transfronteiriça, também conhecida como a Nova Rota do Milho, surgiu, em 2016, no Núcleo Estadual de Integração da Faixa de Fronteira de Santa Catarina, iniciativa do Governo catarinense, do Sebrae/SC e das entidades ligadas ao agronegócio.
O projeto consiste em buscar no Paraguai o milho para abastecer a imensa cadeia produtiva da avicultura e da suinocultura industrial catarinense. Dois aspectos tornam essa iniciativa importante e prioritária. A primeira é que Santa Catarina tem um déficit anual de 3 milhões e toneladas de milho, matéria-prima que precisa ser importada para suprir as necessidades da agroindústria da carne. O segundo aspecto é que a nova rota encurtará em pelo menos 1.500 quilômetros a distância entre a região consumidora (oeste catarinense) e a região fornecedora, no Paraguai.
Santa Catarina é o maior importador de milho do País e, atualmente, adquire a maior parte do grão em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, distantes 2.000 quilômetros.
Com a implantação do Corredor do Milho, o produto seguirá o seguinte roteiro, o qual passará a ser conhecido como Corredor do Milho: será adquirido nos Departamentos de Itapua e Alto Paraná (Paraguai), passará pelo porto paraguaio de Carlos Antonio Lopez, atravessará o rio Paraná em balsas, entrará em território argentino pelo porto de Sete de Agosto e seguirá até a divisa com o Brasil, sendo internalizado pelo porto seco de Dionísio Cerqueira.
ARTICULAÇÕES
Muitas ações, articulações e contatos foram desenvolvidos nos últimos dois anos para viabilizar o corredor, relata um dos primeiros apoiadores do projeto, o coordenador regional Oeste do Sebrae, Enio Alberto Parmeggiani. A primeira etapa conquistada foi a autorização da concessão da entrada do produto paraguaio pela Argentina, cujo fato já está consolidado. Todas as licenças e autorizações dos governos envolvidos já foram emitidas. O Paraguai, inclusive, acaba de autorizar a circulação em suas rodovias de caminhões bi-trem, de maior tonelagem. Ainda serão necessárias obras de infraestrutura como a implantação de pontes, rodovias e melhoria dos serviços de suporte nas passagens entre os países envolvidos, aspectos que são vinculados a acordos de cooperação. Parmeggiani realçou que o corredor viabilizará o crescimento do agronegócio e que o processo desencadeado tem etapas para seu aperfeiçoamento e fluidez. Outro desafio é a
simplificação dos processos relativos à participação dos pequenos negócios na composição deste novo cenário econômico do território.
Participam das tratativas para a viabilização institucional e econômica do Corredor do Milho o Fórum de Competitividade e Desenvolvimento para o Oeste de SC, Bloco dos Prefeitos do Mercosul (BRIPAM), Associações dos Municípios do Oeste de Santa Catarina, FACISC, FIESC, ACAV, Fecoagro, Assembleia Legislativa, Agências de Desenvolvimento Regional com apoio técnico do SEBRAE/SC, entre outros parceiros.

Veja também

Mesal apresenta paletização robótica para o mercado da carne13/09/18 O uso da robótica para paletização está sendo apresentado pela Mesal na Mercoagro 2018 (Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne), que segue até esta sexta-feira (14), no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó. A empresa participa pela segunda vez da feira e expõe um sistema de......
Empresas alimentícias criam Coalizão Global para o bem-estar animal09/08/18 Sete empresas multinacionais de alimentos uniram forças para criar a Coalizão Global para o Bem-Estar Animal (GCAW) para avançar os padrões na cadeia de abastecimento alimentar. Os sete incluem Unilever, Nestlé, Aramark,......
BNDES disponibiliza R$ 1,5 bi para setores de aves e suínos29/06/18 Os setores de aves e suínos terão à disposição uma nova linha de crédito pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). O montante de R$ 1,5 bilhão foi obtido para o setor atendendo a pleito da......

Voltar para Notícias (pt)