NOTÍCIAS

Postado em 12 de Janeiro às 11h28

Abertura de mercados e retorno da Rússia vão determinar resultados dos suínos

A expectativa de embarcar, já no início deste ano, os primeiros lotes de carne de Santa
Catarina para a Coreia do Sul deixa o setor de carne suína otimista quanto aos resultados em 2018. O país asiático não deve comprar volumes significativos em um primeiro momento, mas a bertura de um mercado reconhecidamente exigente para a carne catarinense pode abrir novas portas.
A Rússia, principal comprador do produto brasileiro, também deve retomar a importação. As compras foram suspensas em dezembro, mas depois que o governo brasileiro definiu regras para importação de trigo russo o mercado espera que as relações comerciais se normalizem. Também há uma expectativa de que o Peru comece a comprar carne suína do Brasil. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima exportações 2% a 3% superiores às de 2018. Em 2017, o desempenho estimado é quase estável, com embarque de 3,76 milhões de toneladas, crescimento de 0,7% ante 2016.
A Coreia do Sul, quarto maior importador de carne suína, com 615 mil toneladas em 2016,
habilitou, no fim de setembro, três unidades catarinenses – uma planta da Aurora, em Chapecó; uma da BRF, em Campos Novos, e outra da Pamplona Alimentos, em Presidente Getúlio. As vendas dependem da finalização de acordos de certificação sanitária entre a Coreia do Sul e o Ministério da Agricultura brasileiro, o que deve ocorrer, segundo a ABPA, no primeiro trimestre.
A expectativa é de que os sul-coreanos adquiram 30 mil toneladas de carne suína/ano, o
que significaria um incremento de 15% nas exportações catarinenses. Santa Catarina obteve o aval do mercado sul-coreano por ser o único Estado brasileiro com o status sanitário de área livre de febre aftosa sem vacinação, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês). De janeiro a novembro de 2017, embarcou 253,8 mil toneladas de carne suína para países como Rússia, Hong Kong, China, Chile e Cingapura.
A Cooperativa Central Aurora Alimentos, uma das principais produtoras de suínos no
Estado, também espera os primeiros embarques para a Coreia do Sul no início do ano. O
presidente da cooperativa, Mário Lanznaster, evita fazer estimativas sobre o volume de vendas. “A caminhada será longa”, resumiu em um comunicado sobre o comércio com o país. Atualmente, os sul-coreanos são abastecidos por Estados Unidos, União Europeia, Chile e Canadá.
Os norte-americanos são os maiores fornecedores, com cerca de 40% das aquisições do
país asiático. O presidente da Aurora acrescenta que a carne brasileira terá uma taxação de 20%, enquanto os produtos norte-americano e chileno são isentos. “Vamos iniciar a competição em clara desvantagem, mas, com tempo e persistência, poderemos ampliar a relação de troca, superando essas barreiras e melhorando os termos do acordo comercial.”
Quanto à Rússia, a retomada rápida do mercado é crucial. “Se as vendas não ocorrerem
até fevereiro, haverá pressão sobre os preços internos”, disse o analista sênior do Rabobank, Adolfo Fontes. A Rússia consome 10% da produção brasileira da proteína. A ABPA aposta na dependência dos russos do produto brasileiro para a solução rápida do embargo. “A carne suína produzida aqui deve ser mais demandada por causa da Copa do Mundo na Rússia”, enfatiza.

Fonte: Dinheiro Rural

Veja também

Importadores do Catar reafirmam confiança no setor de proteína animal do Brasil03/05/17 O presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra foi informado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) que importadores do Catar pretendem incrementar as compras de proteína animal do Brasil. A manifestação foi feita por representantes da Qatar Meat Production, em encontro ocorrido recentemente na......
Preços devem se sustentar em dezembro, apesar do embargo russo24/11/17 Nessa segunda-feira, (20/11), a Rússia anunciou embargo parcial e temporário às importações das carnes suína e bovina brasileiras a partir do próximo mês, devido à......
Missão brasileira vai à Arábia Saudita discutir abate de frangos23/03 Uma missão brasileira liderada pelo secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, está na Arábia Saudita nesta semana para discutir com autoridades sauditas o......

Voltar para Notícias (pt)